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Ano Lectivo 2020/2021: FECAP propõe divisão das turmas com 10 alunos em vez de 22

O presidente da Federação Cabo-verdiana dos Professores (FECAP) propôs que caso se decida por aulas presenciais nas ilhas com maior propagação da covid-19 deve-se salvaguardar as medidas restritivas e dividir as turmas por 10 alunos, em vez de 22.

O Ministério da Educação anunciou que as aulas presenciais, que se iniciam no dia 01 de Outubro, vão decorrer com turmas com máximo de 22 alunos, sendo um por carteira e com distanciamento de 1,5m, o tempo de duração de cada aula passa a ser de 25 minutos, para cada disciplina e os intervalos serão de cinco minutos e os alunos não transitam de sala.

 

A posição da FECAP, segundo José Cardoso, é que se deve criar todas as medidas de segurança sanitária no retorno às aulas, sendo que este retorno, defende, deverá acontecer apenas onde não há um “grande surto” de covid-19.

 

Contudo, sublinhou, se houver a decisão para que haja aulas presenciais terá que haver a salvaguarda de medidas restritivas de distanciamento social, higienização do espaço educativo e dos utentes que neles circulam, precavendo-se com um sistema profícuo de testes e respectivo rastreamento dos eventuais contactos dos casos positivos que venham a surgir.

 

“Tudo vai depender da situação sanitária. A FECAP acha que se há propagação comunitária é um perigo abrir as salas para aulas presenciais. (…) Onde há problema de propagação acentuada de covid-19, se tiver que ser aberto, deve ser ouvido e responsabilizado as autoridades nacionais e sanitárias”, disse, sublinhando que estão preocupados com a comunidade educativa e académica porque isto constitui um perigo.

 

A proposta da FECAP é de redução das turmas com um número de 10 alunos por salas, redução do horário das aulas ou senão avançar com aulas online.

 

José Cardoso explicou ainda que não concorda com a redução de metade da turma porque não haverá como fazer o distanciamento de 1,5m.

 

Em relação à informação de que houve um aproveitamento de 80 por cento (%) no ano lectivo findo, a federação questiona que parâmetros foram levados em conta para se fazer essa avaliação, tendo em conta as dificuldades criadas pela covid-19.

 

“A ausência das aulas presenciais nas escolas, as limitações díspares provocadas pelas zonas de sombra, a falta de meios e recursos de acesso aos conteúdos programáticos dão azo a uma certa especulação, se é que a comunidade educativa cabo-verdiana é super-humana para driblar a situação em epígrafe ou se houve algum laxismo e recurso ao facilitismo nas avaliações tornadas públicas pelos responsáveis políticos e administrativos do ME”, questionou.

 

SAPO c/Inforpress

 

01 de setembro de 2020

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