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Brava: Director defende que é necessário um “suporte maior” por parte do ME em apoiar a escola sede do agrupamento EBNSM

O diretor da Escola Básica de Nossa Senhora do Monte (EBNSM), Austelino Tavares, defendeu ontem, dia 17, que é necessário um “suporte maior” do Ministério da Educação (ME) em apoiar a escola-sede do agrupamento.

O responsável fez estas declarações à Inforpress, em modo de balanço do fórum realizado hoje, na escola de Palhal, que foi considerado pelo mesmo um momento de “partilha”, visando o melhoramento de prestação dos funcionários públicos.

 

A atividade mereceu uma “avaliação positiva” por parte do diretor e do corpo docente que participou no evento, segundo Austelino Tavares, “superou as expectativas”, tendo em conta que conseguiram fazer a abrangência nas três áreas fundamentais, “gestão pedagógica, gestão administrativa e gestão patrimonial”.

 

Durante a apresentação, foram elencadas propostas “interessantes”, o que levou o diretor a considerar que é uma ação que deve ser impulsionada cada vez mais, fazendo com que as pessoas, os funcionários se sintam parte da equipa e a não trabalharem de forma isolada.

 

Até porque, conforme realçou, a ideia de realizar este fórum surgiu do corpo docente e a direção abraçou-a, vendo-a como sendo uma forma “justa” de, no final do ano letivo, todos os anos, fazer uma reflexão em torno do trabalho realizado ao longo deste período, “como é que foi, o que precisa mudar, no sentido de ter uma ferramenta para o próximo ano letivo”.

 

Austelino Tavares anunciou, também, que este é o último ano que vai fazer parte da direção, tendo em conta que se encontra à frente da mesma há dois anos, entendendo que “já está na altura de dar uma pausa” e dar continuidade enquanto professor na sala de aula.

 

Entretanto, deixou claro que a intenção de realizar e aceitar a proposta dos funcionários não foram pessoais, mas pensando no bem do agrupamento e daqueles que no próximo ano possam vir a integrar esta equipa, de forma a encontrarem algo que lhes permitam conhecer melhor esta realidade e terem uma noção de como poderão lidar no dia-a-dia no trabalho.

 

Questionado sobre quais as áreas que carecem de “maiores e intervenções urgentes”, o dirigente salientou que é necessário um pouco de atenção em todas as áreas.

 

Realçou, entretanto, que na gestão pedagógica, vai se deparar com a necessidade de reforçar o acompanhamento de professores e alunos, pois, esclareceu, esta área envolve três aspetos, “o professor, o aluno e os conteúdos”.

 

E dentro dos três aspetos, de acordo com Austelino Tavares, há muita coisa a falar e é uma área muito sensível que depende muito dos outros fatores, como o da gestão patrimonial.

 

“Se não temos espaços com condições favoráveis para ter uma boa ação pedagógica, vai complicar”, disse o responsável, exemplificando que neste momento, na escola sede, não há uma biblioteca e que quando se exige aos alunos mais leitura e melhor hábito de estudo, a escola não possui capacidade de resposta para estas exigências.

 

Daí que, segundo o responsável, muitas vezes é visível que existem falhas, uma vez que não têm todas as condições necessárias e os alunos podem ter os seus motivos para não praticarem a leitura ou se dedicarem aos estudos e isso demonstra que as áreas sempre dependem uma da outra.

 

E para uma melhor complementaridade e funcionamento, adiantou que precisam de um pouco de tudo, de reforço, principalmente do ministério central, que precisa dar mais atenção às escolas, sobretudo com o sistema de agrupamento, levando que as escolas centrais se sintam mais necessidades de estarem munidas de condições mínimas, como salas de informáticas, bibliotecas, para dar suporte às outras escolas que fazem parte do agrupamento e assim oferecer aos alunos uma educação de “maior e melhor qualidade”.

 

18 de julho de 2019

 

SAPO/Inforpress

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