título

Conferencista considera que perfil do professor faz toda a diferença no processo de ensino aprendizagem

“O professor faz a diferença e todas as pessoas têm direito a ter um professor excelente", defende Aldina Lobo.

A professora de Português em Sintra, Portugal, Aldina Lobo, defendeu hoje, na Cidade da Praia, que todas as pessoas têm direito a ter um “excelente professor”, pois o perfil deste faz toda a diferença no processo de ensino aprendizagem.

 

Aldina Lobo falava à imprensa, antes de ministrar uma conferência subordinada ao tema “Da avaliação dos alunos ao perfil do professor”, enquadrada na IV jornadas de Língua Portuguesa – Investigação e Ensino com foco na Avaliação da Aprendizagem em Português Língua Segunda.

 

Na sua comunicação, a professora do Agrupamento de Escolas D. Maria II, em Sintra, baseou-se na questão da relação da avaliação dos alunos, que é uma questão central no processo de ensino aprendizagem, com o perfil dos professores.

 

“O professor faz a diferença e todas as pessoas têm direito a ter um professor excelente. A ideia é usar avaliação das aprendizagens e relaciona-la com o perfil dos professores porque isso vai fazer diferença no processo de ensino aprendizagem na sala de aulas”, advogou.

 

Para esta conferencista, os professores têm que estar motivados para que possam motivar os seus alunos e ajuda-los a encontrar pontos de interesses que acabam por estimular a aprendizagem, principalmente daqueles alunos que não estão motivados.

 

Aldina Lobo assegurou ainda que a língua é uma “arma muito importante” para qualquer cidadão em qualquer profissão, pois, observou, se conseguirem comunicar de forma clara a mensagem também será entendida de forma mais clara.

 

Por isso, a professora defendeu que os professores têm que “saber comunicar, e bem”, porque a forma como comunicam é que vai conduzir a aprendizagem dos alunos.

 

Por sua vez, a professora da Universidade do Minho Irene Cadime, ao abordar o tema “Avaliação da língua escrita e oral: uma perspetiva integrada”, considerou que a língua oral é muito relevante para a aprendizagem da leitura.

 

Entretanto, assegurou que no debate não vão só focar nos instrumentos existentes para avaliação da língua portuguesa, mas também nas indicações que aparecerem na literatura para a construção de instrumentos de avaliação da leitura em português.

 

“Vamos dar ferramentas e linhas orientadoras gerais para que os docentes possam construir os seus próprios instrumentos de trabalho sobre o ensino da língua portuguesa”, acrescentou.

 

As IV Jornadas de Língua Portuguesa – Investigação e Ensino, organizadas pela Cátedra Eugénio Tavares de Língua Portuguesa, de 07 a 09 de novembro, têm ainda como conferencistas José Rei, Rosa Morais, Ana Paula Lima, Sandra Cruz, Viviane Furtuoso, Maria Faria.

 

Os temas a serem abordados durante o encontro são “Dificuldades de leitura: avaliação e intervenção”, “Avaliação em Língua Portuguesa- a outra face da docência: elementos da tradição, pontos fortes da modernidade e caminhos de renovação”, “Práticas de avaliação do ensino da Língua Portuguesa numa escola secundária de Cabo Verde: Contributos para uma avaliação formativa”, “Análise das estratégias de correção do erro na produção escrita”.

 

“Avaliar para apreender e ensinar: desafios na educação ligústica em português para falantes de outras línguas”, “Que português esperamos ler e ouvir de nossos educandos? Aonde eles vão chegar com esse Português?”, “A relação entre expectativas de aprendizagem e critérios de avaliação do português em uso”, são outros painéis em debate.

 

SAPO/Inforpress

 

7 de novembro de 2018

Partilhe: Facebook Twitter