Covid-19: Mais de quatro mil alunos na ilha do Sal vão poder participar nas aulas à distância
Mais de quatro mil alunos, no Sal, vão poder participar nas aulas à distância, através da televisão, rádio e fichas didácticas, recurso que permitirá mantê-los ocupados, com o ritmo de estudo, na presente conjuntura desafiada pelo coronavírus, a covid-19.
“Mais de 95 por cento (%) dos alunos do ensino básico e secundário – num apanhado de pouco mais de cinco mil, conseguem fazer o acompanhamento através de rádio, teleaulas, de entre estes, mil alunos vão receber fichas em suporte de papel”, assegurou ontem, 05, a delegada da Educação local, Márcia Graça Pinto, em declarações à Inforpress.
A responsável observou que, entretanto, esse número pode variar, já que o processo não está ainda fechado, devido a alguns constrangimentos que se prendem, particularmente, com a dificuldade em contactar alguns pais, devendo o processo continuar até o final do ano lectivo, mediante calendário.
“É um trabalho de terreno, as equipas das escolas, dos agrupamentos estão a trabalhar todos os dias, para que nenhum aluno fique de fora, principalmente os que moram nas zonas mais distantes da ilha”, referiu.
As aulas à distância, a nível nacional, são ministradas por um grupo de professores, mas a nível local os docentes vão produzindo fichas de reforço para suporte e melhor acompanhamento do aluno, explicou Márcia Graça Pinto.
“As aulas não têm conteúdos novos… têm matérias que já foram trabalhadas durante o primeiro e o segundo trimestre. O objectivo é a consolidação dos conteúdos trabalhados, neste período”, esclareceu, aclarando que estas aulas não vão contar para avaliação do aluno.
“Não, não vão contar para a avaliação. Este recurso é uma forma que o Ministério da Educação encontrou para os alunos estarem em contacto com a escola e os conteúdos já leccionados nesse período, até fecharmos o ano lectivo, para que não tenhamos alunos desfasados e ociosos, sem fazer nada… ligados somente a jogos ou a outros entretenimentos”, clarificou a responsável.
O programa “Aprender e estudar em casa” arrancou na segunda-feira, 27 de Abril, com o primeiro ciclo, e nesta primeira semana, a responsável da Educação local disse que o feedback é positivo, não obstante algumas “críticas construtivas” que poderão ajudar a melhorar o processo.
As aulas do 12º arrancaram esta segunda-feira, 04 de Maio, com duração de 20 minutos, igual tempo também estipulado para a grelha do 1º ciclo.
Ainda segundo Márcia Graça Pinto, o objectivo é envolver o 2º ciclo do ensino básico, o 5º ao 8ºano e o ensino secundário do 9º ao 11º ano, contando ter grelha de programação para estas classes ainda esta semana.
Márcia Graça Pinto termina, apelando à comunidade educativa, principalmente os pais, a acompanharem as suas crianças em casa, através da rádio e fichas, porque “é muito bom, faz com que os alunos tenham menos problemas no próximo ano lectivo”, concluiu.
SAPO c/ Inforpress
06 de maio de 2020