título

Curadora exorta professores a “dar vida” aos livros e transformá-los num instrumento de combate à ignorância

A curadora da Biblioteca Nacional de Cabo Verde, Fátima Fernandes, exortou hoje os professores a “dar vida” aos livros fazendo deles “um amigo” e um “instrumento de combate à ignorância”.

Fátima Fernandes fez esse apelo em declarações à imprensa, por ocasião da abertura da primeira ação de formação em “Gestão, organização e dinamização de bibliotecas escolares”, que decorre na Biblioteca Nacional, Cidade da Praia, no âmbito do projeto para a Dinamização de Bibliotecas Escolares (DBE).

 

“O livro é um amigo capaz de lidar com a maioria de situações de injustiça, exclusão e falta de conhecimento, que as nossas crianças têm nas escolas e as levam consigo pela vida toda. Por isso, o grande combate deverá ser o da ignorância face ao livro e à leitura”, advogou.

 

No seu discurso, a curadora indicou que se um livro está na biblioteca é preciso dar-lhe vida e fazer dele um amigo, e convidou os participantes, neste caso professores, a serem “um pouco criança” quando estão numa biblioteca escolar, pois segundo ela, trata-se de um espaço de complemento escolar.

 

Lembrou aos formandos que apetrechar as bibliotecas escolares é um desfiam nacional e cuja responsabilidade deve recair sobre todos, mas que, para começar, a Biblioteca Nacional, o Ministério da Cultura, o Ministério da Educação e a Cooperação Portuguesa, tudo estão a fazer para dar esse “grande passo”.

 

Por sua vez, João Afonso, especialista da Rede de Bibliotecas Escolares de Portugal, salientou que a formação é fruto de uma parceria com a Cooperação Portuguesa, que convidou a Rede de Bibliotecas Escolares a trabalhar neste projeto com Cabo Verde.

 

“A formação vai ter continuidade, pois, o propósito é criar uma Rede de Bibliotecas Escolares no arquipélago. Nesta primeira ação de formação de 25 horas de carga horária, participam nove escolas da ilha de Santiago e um total e 27 professores, identificados através de uma escolha criteriosa”, explicou.

 

O projeto DBE é financiado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua e é fruto de uma cooperação tripartida com o Ministério da Educação e o Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas.

 

Abrangerá todos os concelhos de Santiago e prevê a criação e o desenvolvimento de bibliotecas escolares, com o intuito de promover o livro, a leitura e aumentar os níveis de literacia no país.

 

O projeto DBE, que se efetua em articulação e complementaridade à criação do Plano Nacional de Leitura de Cabo Verde, está orçado em 50 mil euros (5,5 mil contos) e deve ser executado entre 2018 e 2019.

 

SAPO / Inforpress

14.05.2018

Partilhe: Facebook Twitter