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Dia do Professor Cabo-verdiano: SINDPROF apela à valorização e unificação da classe para fortalecer o Sistema

A presidente do SINDPROF considerou hoje que o professor cabo-verdiano desempenha um papel preponderante na transformação da sociedade, e apelou à valorização e unificação da classe visando o fortalecimento do Sistema Educativo Nacional.

A presidente do Sindicato Democrático dos Professores (SINDPROF) Ligia Herbert fez estas considerações em entrevista à Inforpress, no âmbito do Dia do Professor Cabo-verdiano que se assinala esta terça-feira em todo o território nacional.

 

Para a líder sindical, a data serve para comemorar e destacar o papel que o professor tem tido no desenvolvimento do país e também de reflexão sobre os desafios da profissão no século XXI, e o querem o professor a sociedade cabo-verdiana para se conseguir responder deste modo às demandas atuais.

 

“Esta data é extremamente importante porque é um momento de reflexão sobre o papel do professor do século XXI, a sua proatividade, seus direitos e deveres, as nossas fragilidades os nossos pontos fortes e tentar limar e reforçar as partes que ainda constituem maiores problemas para a classe”, indicou, afirmando que o professor “é o sal da vida” e que desempenha uma função de estrema sensibilidade.

 

No seu entender, a situação do professor cabo-verdiano evoluiu muito com o passar dos tempos, isto porque, sustentou, foram criadas as condições para a promoção de formações e capacitações, visando munir os mesmos de ferramentas necessárias para o exercício das suas funções.

 

Entretanto, defendeu que não vale a pena colocar os professores numa formação quando o tema não vai ao encontro das necessidades da classe, (…) mas é preciso capacitar professores que não têm vertente ensino e dar maior cumprimento às leis por parte da Inspeção-Geral do Ensino enquanto fiscalizador de leis.

 

Apesar dos ganhos registados no seio da classe, disse que ainda os constrangimentos são enormes, afiançando neste sentido a necessidade de se fazer a revisão do estatuto dos professores como forma de corrigir algumas situações que classifica de “injustas” para com alguns professores e que tem bloqueado a classe.

 

“A título de exemplo temos o subsídio pela não redução da carga horária, temos ganhos que os professores haviam conseguido e voltaram a perder e um professor emocionalmente fragilizado e não motivado rende menos”, apontou.

 

No dia que se comemora Dia do Professor Cabo-verdiano, a presidente do SINDPROF apontou ainda a necessidade de os professores acompanharem a evolução do Sistema Educativo Nacional, pois, segundo disse, o professor tem que ter em mente que a sua profissão não é feita somente de direitos, mas também de deveres.

 

“O professor tem um papel master na sociedade cabo-verdiana e por isso é preciso maior valorização da classe, mas é preciso também que o professor se valorize e que haja maior unificação da classe. (…) O professor é mais que um salário, é uma classe que precisa ser empoderada não só financeiramente, mas também a nível cultural, social, entre outros”, afirmou.

 

No que se refere ao plano de atividades do referido sindicato para comemorar a efeméride avançou que o SINDPROF tem agendado um leque de atividades a serem levadas a cabo em todas as ilhas do país.

 

Lígia Herbert apelou, por outro lado, os serviços locais e o Ministério da Educação que levem em consideração as reivindicações dos professores, auscultando sindicatos na tomada de decisões relacionadas com a classe, lembrando que os sindicatos não são “adversários”, mas sim um parceiro do Ministério da Educação, e que quer contribuir na evolução e crescimento do país.

 

SAPO c/ Inforpress

 

23 de abril de 2019

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