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DNE faz balanço “muito positivo” a meio percurso do programa “Aprender a estudar em casa”

A DNE avalia como “muito positivos” os resultados das aulas à distância em curso devido à pandemia da covid-19, afiançando que a comunidade educativa está muito engajada para que nenhum aluno fique de fora.

Em declarações à Inforpress, Eleonora Sousa considerou o ensino à distância como um processo desafiante, que futuramente poderá ser adoptado como alternativa para complementar as aulas presenciais no país.

 

Esta responsável lembrou, no entanto, que as aulas presenciais denominadas “Aprender e estudar em casa”, alternativa ao encerramento das escolas cabo-verdianas desde 20 de Março, para impedir a transmissão do novo coronavírus no arquipélago, não são substituíveis, mas  que podem ser reforçadas, visando potenciar o processo de ensino-aprendizagem no país.

 

“O balanço geral dessas duas semanas de teleaulas, a nosso ver, é muito positivo, pelo menos temos um feedback que os alunos estão muito empenhados a trabalhar, a realizar as actividades que lhes são propostas e pensamos que estamos a dar respostas e a apoiar os pais e encarregados de educação e alunos neste período”, realçou.

 

Entretanto, apontou a existência das zonas sombras como um dos constrangimentos de acesso verificados nesse processo, garantindo, contudo, que os professores estão a esforçar-se para que essa ferramenta chegue a todos os alunos.

 

E para garantir que os alunos das referidas zonas sejam incluídos no programa educativo de ensino à distância, reiterou Eleonora Sousa, a Direcção Nacional da Educação tem distribuído fichas aos mesmos, sem, contudo, confirmar se todos já foram beneficiados com as fichas.

 

Por outro lado, considerando essa ferramenta como “nova” para a comunidade educativa, disse que os professores estão a adaptar-se a esse processo, referindo que o Ministério da Educação tem em curso uma formação online sobre a importância da utilização das novas tecnologias.

 

O programa, de acordo com a directora, foi desenvolvido para que os estudantes possam manter o vínculo com o meio educativo e o contacto com os docentes e os conteúdos de ensino-aprendizagem, enquanto estão em casa, salientando que neste contexto os alunos não serão avaliados pelas teleaulas e áudioaulas.

 

“Nós não podemos avaliar os alunos quando as condições dos mesmos não são iguais, temos que zelar por isso, mas estamos a fazer para que nenhum aluno fique sem acesso, quer às fichas quer às aulas transmitidas através da televisão e rádio”, ressaltou, adiantando que as aulas não presenciais poderão ainda ser prolongadas em outros moldes, após o término do ano lectivo em curso.

 

As aulas do primeiro ciclo em Cabo Verde, através da televisão e da rádio, devido à pandemia de covid-19, arrancaram em 27 de Abril, com conteúdos para emissão diária de cinco horas.

 

Denominado “Aprender e estudar em casa”, trata-se de um programa educativo alternativo ao encerramento das escolas desde 20 de Março, para impedir a propagação e o contágio do novo coronavírus no arquipélago.

 

Em Cabo Verde, estão matriculados para o ano lectivo 2019-2020 cerca de 12 mil crianças na educação pré-escolar, 114.883 na educação escolar pública, sendo 83.499 no ensino básico obrigatório (1.º ao 8.º ano) e 30.096 no ensino secundário (9.º ao 12.º).

 

O laboratório de virologia do Instituto Nacional da Saúde Pública anunciou hoje mais 14 novos casos da covid-19 registados nas últimas 24 horas, todos no concelho da Praia, elevando para 260 confirmados em todo o País e 58 recuperados.

 

Com mais estes 14 casos novos, Cabo Verde passa a contar um total de 260 casos confirmados, sendo 197 no concelho da Praia (09 recuperados) 56 na ilha da Boa Vista (46 restaurados) três em São Vicente (todos recuperados) dois no Tarrafal de Santiago e dois no município de São Domingos.

 

Dos 260 casos confirmados, registam-se duas mortes, primeiramente a um turista inglês de 62 anos, na ilha da Boa Vista, e, posteriormente, a uma idosa de 92 anos na Cidade da Praia.

 

De momento estão 198 casos activos no País e o número total de recuperados passa a 58.

 

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 282 mil mortos e infectou mais de 4,1 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

 

Mais de 1,3 milhões de doentes foram considerados curados.

 

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

 

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando sectores inteiros da economia mundial.

 

Face a uma diminuição de novos doentes em cuidados intensivos e de contágios, vários países começaram a desenvolver planos de redução do confinamento e em alguns casos a aliviar diversas medidas

 

12 de maio de 2020


SAPO/Inforpress

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