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Estudante universitária desafia jovens a ler mais para melhorar qualidade de vida

Uma estudante universitária, do 4º ano de Ciências de Comunicação, considera “triste” o nível de literacia na camada juvenil.

Sheila Ribeiro, que se considera amante da leitura e amiga dos livros, lançou esse repto em entrevista à Inforpress, explicando, que devido a esses factos, criou uma página no facebook “1001 livro”, com o intuito de promover e estimular a leitura, principalmente na camada juvenil.

 

“Eu sou apaixonada por livros e leio desde pequena, porque sempre me ofereceram livros. O livro é mágico e quando estou a ler é como se não existisse nada melhor do que a ligação que criamos com o livro e com as histórias contadas neles e como diz a célebre frase, o livro nos faz viajar sem sairmos do lugar”, revelou.

 

E aproveitando que hoje em dia as redes sociais são tidas como uma ferramenta de comunicação, interação e partilha de ideias, ajuntou, criou esta página onde normalmente faz resenhas dos livros que já leu e onde aproveita para todos os meses, através dessa página, sempre fazer sorteio de livros.

 

Numa altura em que se regista o “boom” das novas tecnologias e internet, disse que, “infelizmente”, os jovens estão cada vez mais distantes dos livros e sem paciência para ler, lamentando que muitos estão a perder oportunidade de adquirirem e aprimorarem conhecimentos e aperfeiçoar a leitura.

 

“Tenho por exemplo amigos que dizem que gostam de ler, empresto-lhes livros, mas a maioria nem começa a ler e se começar a ler nunca termina. Passam muito tempo na internet e pensam que quando estão na internet estão a ler, mas não, é claro que a internet é importante, mas não ocupa o lugar que os livros desempenham na vida de qualquer pessoa”, realçou.

 

Para esta jovem, que estuda na Universidade Jean Piaget, a leitura é o instrumento de construção para todas as aprendizagens e contribui na formação e transformação do indivíduo, considerando neste sentido a família como um dos principais incentivadores do amor dos filhos à leitura.

 

Sheila Ribeiro defendeu, por outro lado, a necessidade urgente de se implementar medidas nas escolas e universidades que incentivem e despertem nas crianças e adolescentes o gosto pela leitura, frisando, entretanto, que o hábito de leitura pode ser adotado pelas famílias mesmo antes de os filhos começarem a frequentar o ensino básico.

 

“Estou certa que se todos os pais incentivarem os filhos a lerem pelo menos 30 minutos por dia, com certeza que com o tempo será um ato espontâneo da parte deles porque já estarão habituados a ler”, concluiu, lembrando, no entanto, aos jovens que eles representam o futuro de Cabo Verde e que serão chamados também a darem o seu contributo em prol do desenvolvimento do país.

 

Inforpress

 

27 de fevereiro de 2019

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