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Filinto Silva considera que o setor bibliotecário não tem acompanhado o avanço do país no setor educativo

O bibliotecário e escritor Filinto Silva considerou ontem, 11, que Cabo Verde tem tido um grande avanço no setor educativo, mas que ainda se encontra longe de um “notável avanço” em termos de biblioteca, enquanto suporte do desenvolvimento do país.

Filinto Silva fez estas considerações na abertura do fórum “O papel do Bibliotecário em Cabo Verde no Sistema de Informação e os Desafios impostos pelas Novas Tecnologias”, promovido pela Biblioteca Nacional, nas suas instalações, ocasião aproveitada para se debater a problemática das bibliotecas e dos bibliotecários perante os desafios dos novos tempos.

 

Disse que Cabo Verde, enquanto um pequeno estado insular, frágil economicamente, deve ter em conta a dimensão diaspórica, alegando que a maior parte da nação cabo-verdiana vive fora do seu país, em comunidades espalhadas pelo mundo.

 

“Se admitimos que estas comunidades espalhadas têm direito e dever de participação no desenvolvimento do País, eles também terão direito, obviamente, à informação, à gestão e à interação de todo que seja impute informacional que suporte o desenvolvimento de Cabo Verde”, asseverou.

 

Do grosso modo, disse que o “grande desafio da informação passa por oferecer, produzir e dissimilar a informação num contexto insular e diaspórico”, ressalvando, entretanto que Cabo Verde tornaria vulnerável em manter uma rede de bibliotecas espalhadas pelas diferentes localidades e muito menos às várias comunidades espalhadas pelo mundo.

 

Considerando a informação como sendo de “extrema importância” e parte ativo do desenvolvimento, Filinto Silva afirmou que as novas tecnologias de informação, educação e para bibliotecas são fundamentais para o país arquipelágico e para uma nação diaspória como Cabo Verde.

 

Nesta perspetiva, apontou o investimento nas novas tecnologias em contextos de centros de informação, designadamente bibliotecas, arquivos e bancos de dados, de forma que estejam em rede para que o acesso à distância permita um ingresso universal, democrático e em tempo útil para trocas de informações.

 

Especificou que investimento nas tecnologias de informação para biblioteca acaba por ser uma investida muito menos oneroso do que a tentativa de se criar unidades físicas de bibliotecas em todos os confins de Cabo Verde.

 

Isto por considerar que “estas unidades físicas são importantes, mas impossíveis de as colocar em todos os pontos desta enorme
rede que se espalha para além da vitória material do que seja Cabo Verde”.

 

Este fórum foi realizado em comemoração ao Dia do Bibliotecário.

 

SAPO c/ Inforpress

 

12 de março de 2019

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