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Governo avança com a reforma do ensino técnico e secundário com foco na empregabilidade

“Para o ensino técnico, os nossos objetivos são essencialmente o ajustamento da oferta formativa às necessidades das regiões e às necessidades do mercado do emprego", afirmou Amadeu Cruz.

O Secretário de Estado da Educação anunciou ontem, dia 30que, após a reforma no ensino básico obrigatório até o 8 º ano, o Governo vai avançar com a reforma no ensino técnico e secundário, com foco na empregabilidade.

 

Amadeu Cruz falava à imprensa, no final de uma visita de dois que a ministra da Educação, Maritza Rosabal, efetuou ao concelho de Santa Catarina (ilha de Santiago), onde visitou várias escolas para constatar os resultados decorrentes da implementação do novo plano curricular que contemplou a Escola Técnica Grão Duque Henri.

 

“Para o ensino técnico, os nossos objetivos são essencialmente o ajustamento da oferta formativa às necessidades das regiões e às necessidades do mercado do emprego, ou seja, uma formação técnica virada para empregabilidade. Formar jovens para servir o país nos diversos setores económicos”, explicou Amadeu Cruz.

 

No caso da região Santiago Norte, indicou que a intenção do Governo é “revitalizar” a Escola Técnica Grão Duque Henri de Assomada, Santa Catarina, e virá-la para servir às necessidades dessa região e da ilha de Santiago.

 

“Naturalmente que é um trabalho que leva algum tempo. Temos o apoio da Cooperação Luxemburguesa que está a trabalhar connosco nesse processo de revitalização do ensino técnico”, avançou, informando que vão, igualmente, trabalhar com todas as quatro escolas técnicas (Santa Catarina, Cidade da Praia, São Vicente e Santo Antão) e as câmaras municipais do país.

 

Sobre o caso particular da Escola Técnica de Assomada, onde pretendem alinhar os cursos à vocação da região Santiago Norte, Amadeu Cruz adiantou que, para além dos setores tradicionais, mormente mecânica, eletricidade, construção civil e comércios e serviços, fez saber que têm uma “preocupação fundamental” com as Ciências Agrárias, designadamente o ensino da agricultura, pecuária, do uso da água e das energias.

 

Tendo em conta que se tem uma evolução normal do mercado, tomando como exemplo o caso da importação dos carros elétricos por parte de Cabo Verde, defendeu a necessidade de adequar as ofertas formativas às tendências do mercado, ajustando-as a esta realidade.

 

“Esta é a opção do Ministério da Educação para atender especificamente as necessidades dos jovens, mas também para responder as necessidades económicas do desenvolvimento”, vincou.

 

A reforma, que vai ser trabalhada durante este ano, sobretudo os planos curriculares que se destinam aos alunos a partir dos 9º ano, conforme o governante, vai começar a ser implementada em 2020, altura em que, segundo o responsável, terão todos os planos implementados nas quatro das escolas técnicas do País.

 

“É preciso também ajustar o ensino técnico à formação profissional. Temos os centros de formações profissionais e temos que ajustar a oferta e alinhar para que não haja desperdícios de recursos, nem da oferta formativa. Temos que ter aqui uma articulação fina entre os dois setores [formação profissional e ensino técnico] para que possamos responder às necessidades do mercado do emprego”, propôs o secretário de Estado da Educação.

 

31 de janeiro de 2019

 

SAPO/Inforpress

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