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Jornadas de Língua Portuguesa incidem na avaliação da aprendizagem em português como língua segunda

O evento arrancou hoje, dia 7, na Cidade da Praia.

As IV jornadas de Língua Portuguesa – Investigação e Ensino que arrancaram hoje, na Cidade da Praia, têm como foco a avaliação da aprendizagem em Português Língua Segunda, informou hoje a diretora da Cátedra Eugénio Tavares de Língua Portuguesa.

 

Durante três dias, investigadores e professores de diferentes sistemas de ensino de Cabo Verde e de Portugal vão estar reunidos no auditório da Escola de Negócios e Governação da Universidade de Cabo Verde, para debater algumas questões ligadas à língua portuguesa.

 

Organizada pela Cátedra Eugénio Tavares de Língua Portuguesa, segundo a presidente dessa instituição, Amália de Melo Lopes, pretendem com esta temática contribuir para o debate e reforma em curso neste campo, tendo por base “o papel da avaliação na melhoria da qualidade do ensino e os desafios que se colocam a uma prática coerente da avaliação consistente, com um contexto específico de ensino aprendizagem do português como língua segunda e pluricêntrica”.

 

Para Amália de Melo Lopes, nestas jornadas é de destacar as comunicações que divulgam os resultados de investigação sobre as práticas de avaliação em escolas cabo-verdianas, numa sociedade em que, segundo considerou, “os resultados da investigação não são utilizados para tomadas de decisões politicas”.

 

“Essas comunicações não só contribuem para concretizar o desígnio dessas jornadas, como espaço de integração entre as escolas e as universidades, entre o ensino e a investigação, como configuram uma oportunidade de melhoria das práticas de avaliação” assegurou.

 

De acordo com esta responsável, questões transversais como a conceção de língua adotada do ensino e na avaliação, o objeto da avaliação, o uso e o conhecimento sobre a língua, muitas vezes sobre a forma e regra descontextualizadas, os níveis de proficiências esperados em cada uma das competências do uso da língua: oralidade, leitura e produção escrita, vão ser discutidas em diferentes painéis.

 

Ainda serão analisados os critérios de avaliação, os instrumentos de avaliação utilizados e a identificação e o tratamento dos erros dos alunos.

 

Na sua intervenção, Amália de Melo Lopes convidou ainda os professores de língua portuguesa a integrarem os grupos de investigação de trabalho, no sentido de apoiarem a Cátedra na construção e conhecimento sobre língua portuguesa em Cabo verde, a sua prática e o seu ensino integrado.

 

A mesma fonte espera que essas jornadas sejam uma ação da divulgação científica sobre o português e uma intervenção de qualidade na formação contínua dos professores e que os resultados permitam “orientar e reorientar” as aprendizagens para o ensino do português como língua segunda.

 

Presente na abertura do evento, a embaixadora de Portugal em Cabo Verde, Helena de Paiva considerou que essas jornadas são um excelente ponto para a reflexão necessária em matéria de promoção de aprendizagem “mais motivadas e reais”.

 

A iniciativa da Cátedra Eugénio Tavares de Língua Portuguesa é financiada por Camões – Instituto da Cooperação e da Língua e tem o apoio da Direção Nacional de Educação do Ministério da Educação, da Embaixada do Brasil em Cabo Verde e do Leitorado Brasileiro em Cabo Verde.

 

7 de novembro de 2018

 

SAPO/Inforpress

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