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Maio: Delegada do Ministério da Educação faz balanço “satisfatório” do ano letivo 2016/17

Maria De Jesus Ribeiro, disse também, que ainda existe algum défice no que tange à educação especial.

A delegada do Ministério da Educação na ilha do Maio, Maria De Jesus Ribeiro disse hoje que o balanço do ano letivo 2016/17, a nível geral, é “satisfatório”, tendo em conta os ganhos conseguidos.

 

Segundo a delegada do MED, a taxa de aprovação a nível geral é de 81,4 por cento, um número que na sua opinião é “positivo” numa população estudantil que rondou os cerca de 1584 alunos do básico ao secundário.

 

Conforme indicou, a taxa de reprovação rondou os cerca de 15 por cento, devido a vários fatores, enquanto a taxa de abandono escolar ficou pela cifra dos 3,6% (por cento).

 

Referente ao subsistema do ensino básio que vai do primeiro ao 8º ano de escolaridade, Maria de Jesus Ribeiro informou que a taxa de aproveitamento foi de 86,7 por cento, enquanto no subsistema do ensino secundário que vai do 8º ao 12º ano, esta faixa situou-se nos 76 por cento, um número abaixo da média dos anos anteriores.

 

Fazendo uma comparação entre esses dois subsistemas, Maria De Jesus Ribeiro disse que no ensino básico obrigatório, a taxa de reprovação foi de 11 por cento e a taxa de abandono escolar foi de 2,3 por cento, enquanto no secundário a taxa de reprovação foi de 19 por cento e o de abando escolar foi de 5 por cento.

 

“É um resultado satisfatório, mas não estamos satisfeitos, porque a nível da Escola Secundária Horace Silver registamos uma taxa de abandono de cerca de 4,6 por cento, e no ano passado era de 4,1 por cento, o que significa que tivemos um aumento de cerca de 0,5 pontos percentuais e quando houver aumento é sempre um motivo de preocupação”, frisou.

 

Ao fazer uma comparação com o ano transato a delegada do MED disse no ano passado a taxa de aprovação a nível do básico foi de 91 por cento e que este ano foi ligeiramente positivo, contrariamente ao secundário que no ano passado foi de 85,1 por cento e este ano esta cifra situou-se nos 78,1%, uma redução de cerca de 7,3 por cento, o que na sua opinião é “significativo”.

 

Questionada sobre os constrangimentos registados durante o ano letivo, a delegada disse que têm que ver com a degradação de algumas salas de aulas e que precisam de alguma intervenção, e a ligação a rede pública de água, situações que vão ser sanadas este ano, porque já existe a garantia de uma verba para o efeito.

 

Maria De Jesus Ribeiro, disse também, que ainda existe algum défice no que tange à educação especial.

 

Todavia, avançou que uma boa parte dos professores da ilha já participaram em ações de formação nessa área, tanto na ilha com em Portugal, pelo que acredita que aos poucos vão puder dar vazão à questão, até porque ilha existem poucos casos de alunos com necessidades especiais.

 

“Nós vamos reabilitar mais 5 casas de banho e construir mais um na localidade de Pilão Cão a única escola que não possuía esta infraestrutura”, lembrou.

 

Ainda concernente a constrangimentos, apontou a não efetivação do plano de aulas de recuperação destinado aos alunos da Escola Secundário Horace Silver, conforme o previsto para o ano letivo 2016/17, isso porque os alunos que estudam no horário contrário tinham dificuldades em se descolar, devido à falta de lugares nos autocarros, mas também por que os pais e encarregados de educação veem nisso “um custo adicional”.

 

SAPO c/Infopress

 

04 de agosto de 2017

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