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Ministério da Educação quer reforçar competências dos professores na avaliação da aprendizagem

“Avaliação da aprendizagem centrada no modelo de avaliação formativa” é tema de uma formação de duas semanas destinada aos professores do 1º, 2º e 5º anos de escolaridade do EBO, iniciada hoje na cidade da Praia.

Esta acção tem como objectivo capacitar os professores de modo a reforçarem os seus conhecimentos e as suas competências sobre a modalidade formativa da avaliação, para que possam desenvolver as suas experiências de avaliação da aprendizagem primando pelo rigor conceptual e técnico, tornando-se mais eficazes na produção de uma avaliação “qualificada, exigente, mais democrática, justa e inclusiva”.

 

Segundo a formadora Silvia Cardoso, a formação enquadra-se numa “determinativa maior” que é de formulação de um plano de formação contínua focada nas práticas dos professores, pelo que, acredita, poderá ser um “contributo valioso” para a melhoria dos resultados e do sucesso educativo a nível nacional.

 

“Tem havido algumas acções de formação de professores, mas este ano deu-se início a um projecto mais ambicioso, em que se pretende não só formar as pessoas nalgumas questões em que elas têm dificuldades, porque não houve o tratamento destas questões, mas também pegar em formações que já foram ministradas e tentar aprofundar porque há toda uma necessidade de se formar os professores para os novos desafios que se está a ter nesta altura em educação”, explicou.

 

A taxa de insucesso escolar no país, referiu Silvia Cardoso, “é preocupante”, mas o país já venceu a batalha da alfabetização e em termos de acesso já venceu a batalha do género, com meninas e meninos a estudar.

 

Agora, ajuntou, a batalha a ser vencida é a da qualidade, possível, no seu entender, com formação permanente que permita com que os professores possam desenvolver a sua formação inicial e aprofundar alguns aspectos e também integrar outros que vão surgindo.

 

A formadora em avaliação formativa explicou, igualmente, que o que se está a fazer neste momento é promover a mudança de paradigma ao nível das práticas, levando formação aos professores de modo a que eles percebam a raiz do problema, nas necessidades de mudança, discuti-las com eles porque são eles [professores] que realizam o currículo e têm que saber porquê desta forma e não de outra.

 

“Porque é que temos de mudar a forma de agir, porque é que temos de mudar a forma de olhar para a sala de aula, como olhamos para os nossos alunos, como avaliamos os nossos alunos, como diferenciar para contemplar o aluno na sua individualidade e contemplar a turma na sua colectividade”, são questões cujas respostas cabe aos docentes darem.

 

Alertou ainda para a necessidade de se saber que o currículo é nacional e tem uma base comum, que se não for contextualizada perde-se porque os alunos acabam por ter dificuldades de aprendizagem.

 

A formação decorre de 03 a 14 de Dezembro, nas instalações da Direcção Nacional de Educação, para um 1º grupo, em dois períodos.

Entretanto, de acordo com os organizadores, esta formação irá decorrer até meados de Março, de modo a abranger todos os professores do 1º, 2º e 5º anos de escolaridade do ensino básico obrigatório (EBO), do concelho da Praia.

 

SAPO c/Inforpress

04 de dezembro de 2018

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