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Ministra: Fórum de Educação vai permitir que o setor construa um sistema de qualidade com apoio de todos

A primeira edição do FNE, a ter lugar em novembro, é promovida pelo Ministério da Educação em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e o Banco Mundial.

A ministra da Educação, Maritza Rosabal, considerou hoje, o Fórum Nacional de Educação (FNE), como um instrumento que irá permitir que o ministério construa um sistema educativo de melhor qualidade com apoio de todos.

 

A governante fez essa consideração numa declaração à imprensa à margem do lançamento do Fórum Nacional de Educação, na cidade da Praia, que irá funcionar como um espaço de interlocução entre a sociedade civil e o Estado cabo-verdiano.

 

“O fórum virtual vai-nos permitir recolher contribuições de todos, mesmo da diáspora para que com a contribuição de todos possamos alimentar a educação e retroalimentar a sociedade sobre o que se está a fazer no setor”, disse Maritza Rosabal.

 

O fórum, explicou a também ministra da Família e Inclusão Social, irá permitir que se faça uma construção conjunta do sistema educação, assim como a resolução dos diferentes problemas existentes no sistema.

 

O FNE é formado por duas grandes componentes, uma virtual e a outra presencial, sendo que a primeira na vertente presencial será organizada de 08 a 10 de novembro, salientou.

 

Questionada se o fórum servirá para forjar as políticas públicas da educação para recomendações ao ministério, a governante respondeu que sim, adiantando que neste espaço serão debatidos grandes temas da linha geral do setor.

 

Isso porque, indicou, existem muitos elementos que têm de ser construídos em conjunto e, sobretudo, com a contribuição de todos.

 

Ainda segundo Maritza Rosabal, nesta legislatura e, particularmente neste ano letivo, o governo quer consolidar no setor da educação uma nova abordagem do ensino da língua portuguesa, estipulada desde 1993 e ainda não implementada.

 

“Estamos consciente que é uma língua oficial, mas que não é a língua materna e, por isso, devemos familiarizar as crianças com esta língua de ensino”, afirmou.

 

No que se refere a gratuitidade no ensino secundário, a ministra lembrou que no ano letivo 2017/2018 vai se começar a aplicação da lei no 7º ano da escolaridade, seguindo-se o 8º, depois o 9º, até se concluir com o 12º ano.

 

Maritza Rosabal asseverou ainda, que o mesmo vai acontecer com o pré-escolar, estando o ministério, neste momento, a trabalhar diferentes soluções para a universalização.

 

“Neste caso estamos a apoiar as câmaras municipais que são a maior entidade pública proprietária de jardins, com 60 por cento das redes escolares, através de contrato programa para que possam garantir a frequência das crianças que não possuem rendimento”, confirmou.

 

Neste domínio, lembrou que existem muitas parcerias, muitos atores públicos e privados, pelo que terão de fazer a mudança de forma “controlada”.

 

O Fórum Nacional de Educação tem como propósito comunicar e promover a consciencialização em relação ao Plano Estratégico de Educação, contribuir para o enriquecimento e a implementação de políticas educativas delineadas pelo ministério, no âmbito da nova reforma educativa.

 

Participaram no ato de apresentação das plataformas digitais do FNE (website e página de facebook), a coordenadora residente do Sistema das Nações Unidas, Ulrika Richardson-Golinski, o presidente do conselho de administração da CV Telecom, Grupos de Parceiros Locais da Educação, e instituições públicas e privadas com interesse e impacto na educação.

 

A primeira edição do FNE, a ter lugar em novembro, é promovida pelo Ministério da Educação em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e o Banco Mundial.

 

SAPO c/ Inforpress

 

14 de julho de 2017

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