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Ministra vê na agenda de investigação e no fundo da pesquisa uma alavanca para o ensino superior em Cabo Verde

A ministra da Educação, Maritza Rosabal, defendeu hoje que a Agenda Nacional de Investigação (ANI) e o Fundo da Pesquisa para o Desenvolvimento (FPD) vão servir para alavancar o ensino superior em Cabo Verde.

A governante fez essas afirmações na Cidade da Praia ao presidir o ato de abertura do seminário para “socialização” dos dois instrumentos e reiterou-as em declarações à imprensa, num evento dirigido às instituições de ensino superior e de investigação não académicas e cujo objetivo foi de recolher subsídios para a consolidação dos documentos.

 

“Esses dois instrumentos vão, sem dúvida, alavancar o ensino superior em Cabo Verde e estabelecer prioridade em termos de investigação”, disse, acrescentando que juntamente com o estatuto do investigador, um documento em construção, vai ser possível saber quem deve ser considerado investigador e quem pode aceder ao fundo.

 

Segundo a também ministra da Família e Inclusão Social, o FPD está vinculado a ANI, já que para aceder ao fundo tem que se estar de acordo com a agenda, colocando em pé de igualdade as diferentes instituições, através de um consenso nacional no mundo académico sobre os elementos importantes para o desenvolvimento de pesquisas no país.

 

A governante reconheceu que, muitas vezes, Cabo Verde perde elementos para a pesquisa, tendo em conta que os académicos e as instituições colocam sempre a questão de falta de recursos financeiros para desenvolver as investigações, motivo que faz com que “os dois instrumentos sejam realmente muito importantes”.

 

Para o reitor da Universidade Jean Piaget de Cabo Verde (Uni-Piaget), Wlodzimierz Szymaniak, a ANI e o FPD vão criar condições para que o Governo disponibilize um orçamento para a investigação, fazendo com que projetos, independentemente do vínculo, sejam apresentados e avaliados para a escolha dos melhores para financiamento.

 

“No mundo moderno, geralmente, o orçamento de uma universidade não é capaz de suportar grandes projetos de investigação”, realçou, notando que na Uni-Piaget, as áreas mais fortes de investigação estão direcionadas para as doenças tropicais, as tecnologias de comunicação e informática e a cultura e educação.

 

O Governo quer que a Agenda Nacional de Investigação e o Fundo da Pesquisa para o Desenvolvimento estejam aprovados antes da entrada em funcionamento efetivo da Agência de Regulação do Ensino Superior (ARES), prevista para o setembro próximo, ou seja, no início do ano letivo 2018/19.

 

A agência terá como principais funções, a avaliação e acreditação dos ciclos, dos sistemas de garantia de qualidade, bem como a fiscalização do funcionamento das instituições de ensino superior públicas e privadas no arquipélago.

 

SAPO c/ Inforpress

 

12 de junho de 2018

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