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Ministro português promete ajuda nos vistos para estudantes cabo-verdianos mas adverte que “há regras”

Em causa está a recusa de um grande número de pedido de visto para estudante cabo-verdianos.

O ministro do Ensino Superior de Portugal, Manuel Heitor, quinta-feira, 12, que está a tentar ajudar que embaixadas e serviços de fronteiras facilitem a vinda de estudantes cabo-verdianos para Portugal, mas advertiu que há regras na concessão de vistos.

 

O governante falava em Bragança, à margem de uma iniciativa do Instituto Politécnico e em resposta à denúncia recente do presidente da instituição, Sobrinho Teixeira, de que este ano se verifica “um número anormal de recusas de vistos a estudantes cabo-verdianos” que querem estudar na escola transmontana.

 

O ministro disse que está “a seguir o processo com cuidado e a ajudar o politécnico de Bragança” e que espera que a situação se resolva, mas advertiu que “há um conjunto de requisitos que é importante ser cumprido”.

 

“Sabemos que há regras, há movimentos e muitos esquemas de emigração que até às vezes ultrapassam os limites da legalidade e, por isso, são processos complexos que têm as suas próprias regras”, afirmou.

 

O ministro do Ensino Superior disse que tem “tentado que os serviços de fronteira percebam a especificidade e a capacidade das instituições de ensino superior para atraírem estudantes e também reforçarem a colaboração com instituições e com países, nomeadamente de expressão portuguesa”.

 

“E, portanto, tenho tentado que as dificuldades que o Politécnico de Bragança tem nesse sentido sejam compreendidas pelo Ministério da Administração Interna e pelo Ministério do Negócios Estrangeiros, agora temos de perceber que há hoje também um conjunto de requisitos que é importante ser cumprido”, sublinhou.

 

Manuel Heitor afirmou que “o Politécnico de Bragança está muito bem posicionado no sentido de capacitar as instituições, quer em Cabo verde, quer noutras regiões” e acrescentou que passou ao Ministério da Administração Interna as informações que lhe foram dadas pelo presidente da instituição com o pedido “para verem com cuidado a situação”.

 

“É verdade que Portugal tem atraído muitas pessoas desses países e, portanto, os serviços de fronteiras também têm de fazer o seu próprio trabalho na averiguação dos requisitos mínimos para as pessoas virem para Portugal”, referiu.

 

O ministro disse ainda desconhecer suspeitas, no caso do Politécnico de Bragança, qualquer ligação dos vistos de estudantes a esquemas de imigração ilegal.

 

SAPO c\ Inforpress

13.10.2017

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