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Porto Novo: Diretor da escola secundária Progresso junta sua voz na defesa de polo da Uni-CV em Santo Antão

A criação de um polo universitário é “uma reivindicação justa dos santantonenses”, segundo ainda Elísio Rocha.

Santo Antão merece já ter um polo da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) para que os jovens possam ter a oportunidade de frequentar o ensino superior da sua própria ilha, defendeu o diretor da escola secundária privada Progresso.

 

“O estabelecimento do Ensino Superior em Santo Antão, que está, perfeitamente, integrado na visão de uma nação inclusiva, justa e prospera e com oportunidades para todos, passa, necessariamente, pela criação de um polo da Uni-CV nesta ilha”, sublinhou Elísio Rocha.

 

O responsável da escola secundária privada, sediada no Porto Novo, falava durante o ato de imposição de fitas aos finalistas, este fim de semana, e aproveitou para juntar a sua voz a dos estudantes, pais e autarcas que, insistentemente, têm estado reivindicar a criação de um polo universitário em Santo Antão.

 

Para o diretor da escola Progresso, é necessária a adoção de “medidas de políticas passíveis de contribuir para a igualdade de oportunidades de acesso à educação e a formação” no país, “condição indispensável ao desenvolvimento integrado e harmonioso de Cabo Verde”, adiantou.

 

A criação de um polo universitário é “uma reivindicação justa dos santantonenses”, segundo ainda Elísio Rocha, para quem Santo Antão enfrenta “graves problemas que decorrem das deficientes oportunidades de acesso à formação profissional e superior”.

 

Segundo este responsável, a ilha de Santo Antão precisa adotar “uma estratégia de aquisição de conhecimento que reflita a transformação do potencial da riqueza latente” nesta região, defendendo a oferta de cursos profissionalizantes e superiores em diferentes áreas potenciadores do desenvolvimento desta ilha.

 

Académicos têm estado, igualmente, a defender ensino superior para Santo Anão como forma de, além de proporcionar aos estudantes oportunidades de frequentarem cursos superiores na sua própria ilha, mas ainda de se pôr cobro ao “processo de desinvestimento” das famílias, obrigadas a gastar, por cada aluno, mais de 400 contos anuais, nas universidades no Mindelo e Cidade da Praia.

 

Segundo o presidente da Associação dos Municípios de Santo Antão, Orlando Delgado, a criação de um polo universitário constitui “um dos principais desígnios” dos santantonenses.

 

O edil do Porto Novo, Aníbal Fonseca, que tem estado também a pedir, persistentemente, ensino superior para Santo Antão, considera que a ilha tem “todas as condições” em termos de infraestruturas e meios humanos, para receber, já a partir do próximo ano letivo, um polo universitário.

 

Saliente-se ainda que o professor universitário, António Silva, radicado na Holanda, tem vindo a sensibilizar os municípios de Santo Antão para a criação de uma universidade agrícola, nesta ilha.

 

António Silva disse ter a parceria da Cooperação Holandesa na implementação do projeto e espera, provavelmente ainda em agosto, promover uma mesa redonda em Santo Antão, para sensibilizar outros parceiros, designadamente municípios e Governo, na implementação dessa universidade.

 

SAPO c/ Inforpress

17 de julho de 2017

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