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Reitora da Uni-CV: Cabo Verde é prova de que apostar na educação é impulsionar o desenvolvimento

Judite Nascimento fez a abertura da 3ª edição do Colóquio Luso-Afro-Brasileiro de Questões Curriculares.

A reitora da Universidade de Cabo Verde, Judith Nascimento, disse hoje, que o arquipélago é prova de que é na educação que se deve apostar quando se quer impulsionar o desenvolvimento.

 

Judith Nascimento fez essa consideração na cerimónia de abertura da 3ª edição do Colóquio Luso-Afro-Brasileiro de Questões Curriculares, que decorre de 06 a 07, na Universidade de Cabo Verde sob o lema “Educação, formação e crioulidade”.

 

Para a reitora da Uni-CV, o país tem hoje um nível de desenvolvimento “razoável” devido a aposta no setor da educação por parte o Governo desde a independência nacional.

 

“Este colóquio acontece numa altura em que a universidade cabo-verdiana está a desenvolver uma revisão curricular global, pelo que vamos aproveitar dos conhecimentos dos especialistas, assim como os resultados da investigação que tem sido feito por estes no que diz respeito ao currículo das ciências de educação”, afirmou.

 

Para além da revisão curricular, sublinhou ainda que a Uni-CV se encontra num momento de viragem, em que está a criar vários cursos neste domínio, de licenciatura, mestrado a doutoramento.

 

Por isso, indicou, este é um momento oportuno para aproveitar tudo e consolidar, cada vez mais, os laços entre os investigadores para intercâmbio de investigação a nível internacional, nesta área, e a nível da extensão universitária na diversificação do colóquio.

 

“Este colóquio significa mais um marco na extensão universitária da Uni-CV, da Faculdade de Ciências, Sociais e Humanas e desta área que já está a ter uma dinâmica muito grande”, assegurou.

 

Questionada sobre os desafios da revisão curricular, a reitora avançou que a pretensão é permitir que haja uma adequação do currículo da Uni-CV no âmbito da reforma que o Ministério da Educação está a efetuar a nível nacional.

 

Ainda a reitora, que diz que já sabem quais são os pontos fortes dos planos de estudo que estão em vigor desde que a Universidade foi fundada, este é o momento para corrigir alguns aspetos que merecem melhorias e reforçar os pontos fortes por forma a aumentar a qualidade do ensino.

 

Para o professor José Augusto Pacheco da Universidade de Minho (Portugal), que dissertava sobre o tema do colóquio, todas as universidades estão a passar por momentos de mudanças educativas e, sobretudo curriculares.

 

“Este colóquio vai-nos levar a debater sobre a temática, trazer experiências de outros países e pensar num modo de conciliar aquilo que é, cada vez mais global e transnacional, nos contextos locais”, explicou.

 

Isso, sublinhou, para que o que as crianças aprendem nas escolas lhes diga respeito, responda aos seus interesses e seja adaptado ao contexto de vida. De acordo com António Flávio Moreia, da Universidade Católica de Petrópolis (Brasil) é importante existir o currículo, por se tratar do “coração da escola” visto que é por ele e através dele que as coisas acontecem nas escolas.

 

“Um encontro que discuta questões referente ao currículo, a sua organização, implementação e avaliação é um encontro de grande importância e que esperamos que venha a colaborar para todos os países presentes”, indicou.

 

A 3ª edição do Colóquio Luso-Afro-Brasileiro de Questões Curriculares, que decorre este ano sob o lema “Educação, formação e crioulidade”, realiza-se pela primeira vez num país africano, após sucessivos encontros no Brasil e Portugal.

 

Neste âmbito, estão previstos debates sobre os temas “A história fora da escola – racismo, resistência e desafios identitários”, e “Currículo, formação de professores e desenvolvimento curricular”. Participam no colóquio realizado em Cavo Verde, representantes das universidades do Brasil, Portugal, Angola, Moçambique e Timor Leste.

 

SAPO c/ Inforpress

 

6 de julho de 2017

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