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Reitora da Uni-CV anuncia “reestruturação profunda” do pólo de São Vicente

A reitora da Uni-CV disse hoje, no Mindelo, que a criação da Universidade Técnica do Atlântico e a futura retirada da faculdade de Engenharia e Ciências do Mar da universidade pública vai obrigar a uma “reestruturação profunda”.

Judite Nascimento veio ao Mindelo participar na abertura das jornadas científicas sobre o ensino superior em Cabo Verde, a celebrar 40 anos de existência, e explicou que a reestruturação encontra-se em curso, “em processo de reflexão interna ainda”, mas que ela será “muito profunda”.

 

Por outro lado, indicou que a nível da universidade no seu todo há uma “grande perspectiva de reestruturação completa” do sector da investigação, pois, neste momento, sintetizou, a Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) tem “mais de 100 doutores”, o que significa que há condições para melhorar o sector da investigação.

 

A nível da extensão universitária, “que já é muito intensa”, a Uni-CV, segundo a reitora, deseja reestruturá-la e torná-la “mais sistematizada” e sobretudo “capitalizar o potencial existente”.

 

No sector do ensino, segundo a mesma fonte, está-se no processo de “recentragem das ofertas formativas”, pensando, aludiu, nos desafios actuais do país e do mundo, num contexto de mudança de paradigma do ensino universitário.

 

Aliás, segundo Judite Nascimento, o encontro de hoje, no Mindelo, é mais um momento de reflexão sobre a relevância do ensino universitário, do ensino superior e sobre o papel que as universidades devem ter no desenvolvimento sustentável dos países e na promoção da coesão social e da estabilidade dos países.

 

Contudo, assinalou a mesma fonte, o financiamento do ensino superior em Cabo Verde tem sido o “grande calcanhar de Aquiles” do sistema, ou seja, concretizou, ainda não se conseguiu chegar a um desenho de um sistema que permita a sustentabilidade das universidades, “mas não é só sobrevivência”, pois neste momento vive-se uma situação de “sobrevivência financeira”.

 

Lembrou a propósito que as actividades que a universidade pública desenvolve e o ‘up-grade’ que dá à qualidade do ensino superior são promovidas sobretudo “graças às redes internacionais” que consegue integrar e os acordos que assina com parceiros.

 

“Mas do ponto de vista da gestão financeira, do suporte financeiro e da estabilidade da universidade temos ainda um caminho muito longo a percorrer”, reforçou.

 

“O Governo nos comunicou, através do secretário de Estado, que está a preparar um modelo, demos o nosso contributo, através de proposta que certamente deve ter sido considerada e tida em conta na discussão global sobre o sistema de financiamento que se vai adoptar”, finalizou Judite Nascimento.

 

SAPO c/ Inforpress

 

14 de novembro de 2019

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