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Sal regista diminuição da taxa de abandono escolar de 7% para 5,3%

A delegada da Educação no Sal, Márcia Pinto, informou hoje que o concelho registou uma diminuição da taxa de abandono escolar, no ano lectivo transacto, de 7 para 5,3 por cento.

Márcia Pinto fez essas declarações em entrevista à Inforpress, em jeito de balanço do ano lectivo findo, perspectivando o novo ano escolar que arranca no dia 23 de Setembro.

 

“Vamos continuar, claro, com o desafio de fazer baixar, ainda mais essa taxa, precisamente, no 7º e 8º, anos, que fazem parte do ensino básico, onde continuamos a verificar maior número de abandono, mas mesmo assim houve um decréscimo na ordem de dois pontos percentuais”, referiu a delegada.

 

Não obstante essa diminuição, questionada o que poderá estar na base de situações de abandono escolar na ilha turística, a responsável da educação local apontou várias razões, nomeadamente social e sucessivas repetências durante o 7º e 8º ano, entre outras causas.

 

“São os anos, nesse ciclo, que encontramos mais alunos fora do sistema educativo. A ilha do Sal tem vindo a ter uma movimentação social bastante diferente, e os alunos não sentindo-se totalmente integrados no sistema de ensino ou por razões familiares, abandonam os estudos”, observou, apontando, que o grande desafio é continuar a baixar a taxa de abandono escolar a cada ano.

 

Considerando que a taxa de abandono continua a ser um dos grandes desafios no concelho, estribando-se no lema do novo ano lectivo 2019/2020 “Para uma educação de qualidade sem deixar ninguém para trás”, Márcia Pinto disse que a delegação local vai trabalhar a promoção e protecção dos direitos da criança e do adolescente, conforme tema central.

 

Para o efeito, disse que a Delegação do Ministério da Educação local vai contar com um conjunto de parceiros, designadamente o Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente, (ICCA), a Câmara Municipal do Sal, a Policia Nacional (PN), entre outros.

 

“Vamos trabalhar juntos, no sentido de, efectivamente, implementar e efectivar a protecção e a promoção dos direitos da criança que muitas vezes, estão sendo postas em causa, e o Ministério da Educação é uma das instituições que trabalha a favor das crianças”, sublinhou.

 

Para isso, avança que está a ser preparada uma “grande campanha” a nível nacional subordinada ao tema “Mais prevenção menos improviso”, iniciativa que, conforme disse, partiu da ilha do Sal, através da escola privada Colégio Letrinhas.

 

“É motivo de orgulho, um conjunto de alunos desse colégio fez uma proposta de acção, de crianças e adolescentes para crianças e adolescentes, isto é, toda a campanha vai ser desenvolvida por essas crianças e adolescentes”, explicou.

 

A mensagem, segundo Márcia Pinto, vai ser passada através de cartazes, dramatização e acções de sensibilização de crianças e adolescentes para crianças e adolescentes.

 

“Uma proposta que demos início já no final do ano lectivo, que entretanto foi absorvida, rapidamente, por parceiros do Ministério da Educação, e a nível nacional todos os municípios vão estar a trabalhar nessa campanha, precisamente para efectivar o tema que é a promoção e protecção dos direitos da criança”, concluiu.

 

SAPO/ Inforpress

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