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Santa Catarina: Delegado do ME garante que tudo está a postos para o arranque do ano letivo

Pedro Monteiro que falava à imprensa esta terça-feira em Assomada, fez saber que neste momento falta apenas concluir a formatação dos horários.

O delegado da Educação no concelho de Santa Catarina (Santiago) disse ontem,12, que apesar de algumas mudanças e novidades, com destaque para a divisão em sete agrupamentos e introdução do Mandarin, está tudo a postos para o arranque do ano letivo.

 

Pedro Monteiro que falava à imprensa esta terça-feira em Assomada, fez saber que neste momento falta apenas concluir a formatação dos horários, admitindo, contudo, que por se tratar de um concelho disperso irão surgir alguns constrangimentos, nomeadamente com o transporte escolar e deslocação de professores para os agrupamentos, que serão ultrapassados, no entanto, no decorrer do arranque do ano letivo, aprazado para 19 de setembro.

 

Conforme indicou, todos os alunos dos agrupamentos “mais dispersos” deste concelho do interior de Santiago, vão ter transporte escolar assegurado pelo Ministério da Educação, com um custo que ronda os 500 contos mensais.

 

No concernente os professores irão receber um subsídio mensal para as deslocações realizadas.

 

Além dos agrupamentos, estão ainda entre as novidades para este ano letivo em Santa Catarina, a introdução do ensino do Mandarim como língua estrangeira opcional, bem como o francês e o inglês a partir do 5º ano.

 

Tendo em conta que o concelho é disperso e as escolas também estão dispersas, o delegado explicou que era necessário fazer agrupamentos para a introdução da língua estrangeira e ainda rentabilizar os recursos humanos existentes, bem como o património educativo.

 

“O objetivo fundamental desses agrupamentos é para dar seguimento à lei de base do sistema educativo de 2010 de 07 de maio, que permite introduzir as línguas estrangeiras como francês e inglês, assim como as TIC´S”, indicou Pedro Monteiro.

 

De acordo com o delegado do ME, o concelho de Santa Catarina vai ter ao todo, sete agrupamentos, que vão envolver as escolas secundárias (Liceu Amílcar Cabral e Amândio Napoleão Fernandes) a funcionar como sede, albergando os alunos de 5º a 12º ano de escolaridade, do ensino básico e secundário.

 

Pedro Monteiro explicou, a propósito, que todos os agrupamentos sede vão receber alunos de 5º ano, e outros de 5º a 7º ano, como é o caso de Ribeira da Barca.

 

Fez saber ainda que com a denominação de agrupamentos, o objetivo visa construir mais salas de aulas, propósito que só será alcançado no próximo ano para poderem alunos do 1º a 8º anos de escolaridade.

 

No que concerne às escolas em reabilitação, nomeadamente a de Achada Carreira, com cinco salas de aulas e que é sede de um agrupamento, garantiu que a mesma já está “na fase final”, e que vai estar pronta para receber os alunos no dia 18 de setembro.

 

O responsável fez saber também que cada agrupamento terá um órgão de gestão, com um diretor, um sub-director pedagógico e sub-director administrativo e cada uma das escolas que fazem parte dos agrupamentos terá um coordenador, fazendo cair a figura do gestor e polos educativos.

 

No que tange à introdução da Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC), adiantou que só as escolas com espaços e equipamentos tecnológicos vão lecionar de momento a matéria, mas que em 2018 todas as restantes vão ter as condições para introduzi-la.

 

O delegado da Educação informou ainda que os cadernos experimentais vão estar já nesta semana no concelho.

 

Lembrou, por outro lado, que com toda esta mudança no setor educativo os professores tiveram de ser capacitados para o efeito, e que posteriormente realizaram um trabalho de sensibilização e informação junto dos pais e encarregados de educação.

 

Os sete agrupamentos escolares do concelho vão receber a partir do dia 18 de setembro mais de 10 mil alunos do básico ao secundário.

 

SAPO c/ Inforpress

 

13 de setembro de 2017

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