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Santiago: Professores capacitam-se em escrita e leitura Braille para melhor atender alunos

A formação é promovida pela Associação dos Deficientes Visuais de Cabo Verde em parceria com a delegação do Ministério da Educação da Praia.

Os professores, educadores de Infância e monitores do pré-escolar da Ilha de Santiago participam hoje numa formação sobre a escrita e leitura Braille, com vista a melhorar a qualidade do ensino dos estudantes com deficiência visual.

 

A formação, promovida pela Associação dos Deficientes Visuais de Cabo Verde em parceria com a delegação do Ministério da Educação da Praia, visa, sobretudo, segundo o presidente da ADEVIC, Marciano Monteiro, dar “melhor atendimento” aos alunos com deficiência visual nas escolas e colmatar uma “grande necessidade” que existe de formação dos professores no país.

 

“Ainda faltam muitos professores a serem capacitados e qualificados para trabalharem com crianças com deficiência visual nas escolas, de modo que esta formação é devido a esta necessidade de formar e qualificar os professores para que possam responder às demandas que, eventualmente, surgem onde existem alunos com deficiência”, disse.

 

Para além da qualificação dos professores, Marciano Monteiro afirmou ainda que os professores enfrentam problemas com materiais didácticos específicos para as crianças cegas que estão integrados nas escolas do país.

 

Segundo explicou, na escola no centro da ADEVIC, em São Felipe, a associação tem dado cobertura com alguns materiais, entretanto, não estão a conseguir ultrapassar esse problema nas escolas do país, onde a demanda ainda é maior.

 

O presidente do ADEVIC indicou que estão a trabalhar para elaborar projectos com objectivo de mobilizar recursos para a aquisição desses materiais, que ao seu ver, deixam faltam aos professores que trabalham com estudantes com deficiência visual.

 

Sobre esta questão, o técnico da delegação do Ministério da Educação e Desporto da Praia, Vitorino Ramos, que está a ministrar a formação, disse que é graças às parcerias com as Nações Unidas, a Universidade Rio Grande de Sul do Brasil e a Agência Nacional de Comunicações, que a delegação tem conseguido apetrechar as salas de recursos com alguns materiais que vem do estrangeiro.

 

Segundo este técnico, apesar da carência de materiais, há professores que fazem muito, mas que não estão preparados por não terem uma formação na área de educação inclusiva.

 

Entretanto reconhece o desempenho desses professores que recebem esses alunos de “braço aberto”.

 

Para a mesma fonte, a educação especial é recente no país, mas aos poucos tem conseguido obter “alguns ganhos”, como alunos surdos que terminaram o 12º ano de escolaridade, alunos que já estão na universidade e alunos cegos que terminaram uma formação superior.

 

“Aos poucos estamos chegando no ponto que queremos chegar que é uma educação inclusiva de qualidade”, sublinhou.

 

Nesta formação, de cinco dias, participam apenas 25 professores, educadores de infância e monitores do pré-escolar da Ilha de Santiago, mas a ADEVIC pretende, posteriormente, alargar esta formação para mais professores da Ilha de Santiago e de outras escolas do País.

 

6 de fevereiro de 2018

 

Inforpress

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