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São Vicente: ISCEE anuncia “engajamento total” na investigação académica na área do turismo sustentável

A intenção foi manifestada pela presidente do Conselho de Direção da Cooperativa de Ensino Superior.

O Instituto Superior de Ciências Económicas e Empresariais (ISCEE) manifestou “engajamento total” para continuar a “marcar presença” na investigação académica na área do turismo sustentável, “indispensável e fundamental”, na senda do que se pretende implementar e atingir.

 

A afirmação é da presidente do Conselho de Direção da Cooperativa de Ensino Superior (Coopensino), entidade instituidora do ISCEE, Madalena Almeida, para quem a instituição “quer voar cada vez mais alto”, mas ao mesmo tempo, ajuntou, de “maneira segura”, nas áreas científicas onde está inserido, e adaptado à realidade cabo-verdiana.

 

“O caminho da investigação faz parte do plano de voo do ISCEE, que está otimista em como os doutoramentos em Turismo e em Ciências Económicas e Empresariais, em parceria com a Universidade do Algarve, terão início brevemente”, concretizou Madalena Almeida, sublinhando que a investigação é “fundamental para a inovação, tem que sair do mundo académico em forma de produto e tem que ser completo e constantemente aplicada à ação”.

 

Na esteira do Fórum de Turismo Sustentável de São Vicente, enquadrado no projeto Rede de Promoção do Turismo Solidário e Inclusivo, do Desenvolvimento Sustentável e Valorização do Território da ilha de São Vicente, realizado semana passada, no Mindelo, a responsável indicou que o ISCEE participou, no âmbito do projeto, na conceção dos programas das unidades curriculares e na seleção dos professores para formação de guias turísticos comunitários.

 

Em relação à criação de um grupo de investigação académica sobre turismo solidário e sustentável, segundo a mesma fonte, já existe um trabalho sobre este tema pronto e outros em andamento, cuja conclusão deve ocorrer em finais de janeiro de 2019.

 

A caminho, indicou, vêm três projetos, designadamente, concessão e dinamização de roteiros de turismo rural comunitário e de economia solidária, criação e dinamização de um website sobre o projeto e os seus produtos turísticos, e elaboração, edição e publicação online e impressa de um guia de promoção do turismo sustentável da ilha de São Vicente, em que o ISCEE participou na seleção da equipa de consultores e colaborará futuramente “lá onde for necessário”.

 

É que, conforme adiantou, a Rede de Promoção do Turismo Solidário e Inclusivo de São Vicente, tem como “objetivos específicos” valorizar e fortalecer as práticas de turismo de base solitária e comunitária de zonas isoladas do concelho de São Vicente, bem com as capacidades e a participação das pequenas associações locais na gestão do turismo local e no desenvolvimento sustentável do território, como instrumento, assinalou, de melhoria das condições de vida, incentivo à economia local e conservação do património social, cultural e ambiental da ilha.

 

Ou seja, sintetizou, um projeto que visa promover o turismo solidário e comunitário, que é aquele que contribui para o desenvolvimento social a preservação cultural da comunidade recetora, que contribui para a geração e distribuição de rendimento local e valorize o modo de viver dos anfitriões, orientado pelo respeito às culturas locais e ao meio ambiente, valorizando o modo de vida das comunidades e o ecossistema em que estão inseridas, numa prática que “ganha cada vez mais adeptos” no mundo.

 

O turismo, lembrou, é uma atividade económica com “imenso potencial” de geração/distribuição de rendimentos, que tem sido praticado em massa em empreendimentos que geram “muito dinheiro para poucas pessoas” e “muito impacto sócio ambiental para poucos lugares”.

 

O turismo solidário e comunitário, ao contrário, lembrou, prevê uma desconcentração dessa procura, porque ocorre em “pequenos grupos e com menor frequência”, e uma distribuição de recursos, já que um dos princípios desse turismo, apontou, é que a maior parte dos bens e dos equipamentos turísticos devem pertencer à comunidade, seja através de pequenos negócios familiares ou empreendimentos coletivos e cooperativos.

 

Para Madalena Almeida, a discussão de caminhos do turismo no percurso da sustentabilidade mostram que “outro turismo é possível e acontece”, e que os princípios da economia solidária aplicados ao turismo mostram que o turismo comunitário tem um “grande potencial” para contribuir na diversificação da oferta turística nacional e internacional, para “incluir a sociedade civil como protagonista” do turismo no sistema nacional, “modalidade importante” e com “impacto social, económico, ambiental, político e cultural”.

 

O Fórum de Turismo Sustentável de São Vicente foi financiado pela União Europeia, promovido pela Associação Amigos da Natureza, em parceria com o CERAI e a Câmara Municipal de São Vicente.

 

O evento contou com associados como Pró-empresa, ISCEE, Programa das Áreas Protegidas e as associações rurais e comunitárias das zonas abrangidas pelo projeto.

 

SAPO /Inforpress

 

3 de dezembro de 2018

 

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