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São Vicente: Professores de construção civil das escolas técnicas do país em formação sobre redes prediais

Professores de construção civil das quatro escolas técnicas do país iniciaram hoje, no Mindelo, uma ação de capacitação na temática de redes prediais de abastecimento de água e drenagem de águas residuais, tanto domésticas como pluviais.

Trata-se, segundo o director da Escolas Técnica do Mindelo, Jorge da Luz, de uma acção que visa o melhoramento de todo o sistema relacionado com o ensino da construção civil nas escolas técnicas, com foco nas redes prediais.

 

Ao todo são 38 professores que “há muito” reivindicavam esta acção de reciclagem, segundo a mesma fonte, que espera, na qualidade de anfitrião, venha a ser mais uma ferramenta para apoiar os professores, e, através destes, os alunos, futuros profissionais, no desenvolvimento das suas capacidades e competências relativamente à área de construção civil.

 

Jorge da Luz anunciou que já próxima semana será realizada uma iniciativa idêntica, mas desta vez destinada aos professores de contabilidade, administração e informática de gestão, na Escola Técnica do Porto Novo.

 

“Também este ano já fizemos formação dos professores de electricidade, portanto é todo o ensino técnico a revitalizar-se e a preparar-se para embates futuros, que se espera venha a trazer qualidade ao ensino técnico e profissional em Cabo Verde”, sintetizou o director da Escola Técnica do Mindelo.

 

O formador, o engenheiro civil Luís Delgado, por seu lado, sustentou que ao longo das 36 horas da formação vai privilegiar a importância do dimensionamento tanto das redes de abastecimento de água como de drenagem tanto domésticas como pluviais, por haver “vícios e defeitos antigos” que necessitam ser colmatados.

 

Por exemplo, citou o também coordenador da formação, na questão dos traçados das redes, de “grande importância”, existe uma tendência que já vem de longo tempo em que elas são embutidas na alvenaria, no betão ou nas lajes, e é preciso mudar, no sentido de passar a ter as tubagens suspensas em tectos falsos, por exemplo, que facilita a revisão em caso de avarias.

 

“Outra chamada de atenção relaciona-se com a eliminação da dupla cifonagem no esgoto para evitar problemas com o mau cheiro nas residências”, ajuntou o formador, para quem esses quatro dias vão servir, por outro lado, de “campo de troca de ideias” entre profissionais, com foco nos alunos pois, constatou, há ainda “muita gente” a trabalhar na construção civil “sem formação”.

 

Os dois últimos dias da acção formativa estão destinados a um encontro entre os professores para prepararem metodologias e discutirem a coordenação dessa área nas escolas técnicas do país.

SAPO c/Inforpress

09.07.2018

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