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São Vicente: Uni-Mindelo vai receber incubação e disponibilizar espaço físico para Bolsa Cabo Verde Digital

A Universidade do Mindelo vai receber incubação e disponibilizar espaço físico para o projecto Bolsa Cabo Verde Digital que visa financiar, com um montante de 30 mil escudos, 100 jovens e um total de 50 startups este ano.

Este foi o objectivo do protocolo assinado esta quinta-feira pelo director executivo do Fundo de Promoção do Emprego e da Formação, Danilson Brorges, com o reitor da Universidade do Mindelo, Albertino Graça.

 

Segundo o director executivo do FPEF, as universidades têm um papel “muito importante” na implementação do programa de financiamento ˈ Bolsa Cabo Verde Digitalˈ, porque podem identificar projectos ou ideias inovadoras, de base tecnológica, e os estudantes desenvolver soluções inovadoras, para um problema específico, e candidatarem-se com essas ideias ao financiamento.

 

A bolsa Cabo Verde Digital, destacou a mesma fonte, visa financiar até 100 jovens e um total de 50 startups, com uma bolsa de até 30 mil escudos, por um período de 6 meses durante o ano.

 

“A bolsa já está disponível, o concurso está a aberto e vai ser até 30 de Março. Vão ser seleccionados 25 projectos ligados à tecnologia, mas a segunda fase ainda está prevista para este ano porque o objectivo é financiar 100 empreendedores durante o ano atingindo 50 projectos”, frisou o responsável.

 

O mesmo salientou que o projecto pretende “colmatar a falha comparativamente a outros ecossistemas de empreendedorismo” que existem no mercado, nomeadamente “a disponibilidade de capital semente” para financiar quem iniciar o próprio negócio.

 

Por isso, avançou Danilson Borges, a bolsa é uma oportunidade para os empreendedores para que possam desenvolver as suas ideias, montar o seu projecto e aproveitar aquilo que é a oportunidade do mercado.

 

Por sua vez, o reitor da Universidade do Mindelo, Albertino Graça, disse esperar que o protocolo seja implementado efectivamente.

 

Isto porque, segundo a mesma fonte, o número animador” estudantes no acto da assinatura do protocolo e apresentação do projecto, “resulta, de facto, de alguma descrença”, porque “o estudante começa a acreditar pouco nos instrumentos que se andam a assinar”.

 

No entanto ressalvou, que desta vez há condições para avançar com o que está no protocolo. Conforme Albertino Graça, a Universidade do Mindelo vai “fazer um esforço para levar o estudante a ter um pensamento digital” e apoiar os promotores a desenvolverem os seus projectos “num ambiente próprio”.

 

O mesmo defendeu a necessidade de se fazer um trabalho junto dos liceus porque, segundo avançou, cada vez mais chegam menos estudantes para cursar as áreas de Engenharia Informática e Informática de Gestão na universidade.

 

A Pró-Empresa, entidade gestora do programa, dará a assistência técnica e acompanhamento durante a incubação dos projectos, garantiu a administradora Mónica Vicente, que também esteve presente na assinatura do protocolo.

 

SAPO c/ Inforpress

 

13 de março de 2020

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