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São Vicente: “Universidade Técnica do Atlântico é essencial para o desenvolvimento do sector marítimo”, diz ministro

O ministro da Economia Marítima considerou hoje o projecto da Universidade Técnica do Atlântico (UTA) “essencial” para o desenvolvimento do sector marítimo no País e, em especial, para o sucesso da Zona Económica Especial da Economia Marítima.

Seis meses após a entrada em funcionamento da UTA, Paulo Veiga foi hoje às instalações da universidade, pela primeira vez na condição de ministro da Economia Marítima, para se inteirar do estado de implementação do projecto que, assinalou, será também “essencial” para a diversificação da economia cabo-verdiana.

 

“Ainda mais agora durante a pandemia em que ficou claro que o país precisa diversificar a economia e não ficar tão dependente do turismo”, aludiu, pelo que, acrescentou, “é muito importante” desenvolver este sector, sendo a formação essencial para que tal aconteça no futuro “mais breve possível”.

 

A começar pela discussão sobre a tomada de posse dos órgãos sociais da UTA, “brevemente em Conselho de Ministros”, e tido como prioritário para o andamento do projecto, a curto prazo.

 

“Temos que preparar os futuros técnicos para esse desenvolvimento, daí a importância de se avançar o mais rápido possível com a tomada de posse dos órgãos sociais e estamos conscientes disso e temos todo o interesse”, concretizou a mesma fonte, lembrando, no entanto, os condicionalismos impostos pelo estado de emergência e a dependência da abertura dos voos.

 

“Já há nomes publicados para o IMAR [Instituto do Mar] e para a Escola do Mar, e os restantes, da UTA, serão publicados em breve no Boletim Oficial”, precisou o ministro.

 

A Universidade Técnica do Atlântico está focalizada no ensino das ciências do mar, que é o núcleo fundador da universidade, das ciências da aeronáutica civil e do turismo e das ciências agrárias.

 

Paulo Veiga visitou ainda na manhã de hoje as instalações do Centro de Serviço Científico da África Ocidental sobre Mudanças Climáticas e Uso Adaptado do Solo (Wascal, na sigla em inglês), em Chã de Marinha, em andamento, com 15 alunos desde Janeiro, e que deve receber mais 15 em Outubro.

 

Trata-se de um projecto, segundo o ministro, que vai também na linha do que o País necessita, sobretudo em técnicos especializados em diversas áreas que o Governo deseja desenvolver e que fazem parte da economia marítima.

 

“Nesse sentido, o projecto traz este propósito, pois são mestrados e futuramente doutoramentos em Oceanografia, Mudanças Climáticas e Gestão das Orlas Costeiras, entre outras, áreas novas que o arquipélago e a região da CEDEAO vão necessitar, de ‘expertise’, para estes sectores”, declarou Paulo Veiga.

 

“Estamos a trabalhar para divulgar e ter o número máximo de cabo-verdianos a formarem-se nesta oportunidade, uma parceria entre a CEDEAO e a Alemanha”, concluiu.

 

SAPO/Inforpress

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