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Sindprof quer ver resgatada a dignidade dos professores cabo-verdianos

A presidente do Sindicato Democrático dos Professores (Sindprof), Lígia Herbert, considerou hoje que “houve progressão” no sistema educativo no país, mas que falta ainda “resgatar a dignidade” dos professores cabo-verdianos.

Lígia Herbert fez esta afirmação, à margem de uma conferência de imprensa, na Cidade da Praia, para passar a sua mensagem alusiva ao 23 de Abril, Dia dos Professores, e apresentar o plano de actividades a ser realizado neste âmbito.

 

A sindicalista considera a data uma “ocasião importante” para as autoridades, os educadores, os discentes e a sociedade civil no geral, reflectir sobre as fórmulas ou “medidas eficazes e eficientes para alguma superação”, reconhecendo o papel do professor como “elemento preponderante” da sociedade e agente activo no desenvolvimento social.

 

“O nosso ensino cresceu de forma significativa, o país não está estático, pelo contrário, nota-se que há uma progressão paulatina do nosso sistema educativo, mas é preciso que a dignidade desta classe seja resgatada e muito caminho, há por percorrer”, referiu.

 

Para Lígia Herbert, o professor “é muito mais do que progressões e reclassificação”, pois eles “são o motor do desenvolvimento da sociedade”.

 

Neste sentido, encoraja-os a continuarem a sua luta, pois, conforme disse, de mãos dadas os docentes vão levar ao “bom porto” todos os seus sonhos e desejos acalentados nesta luta “contra o despudor, a favor da liberdade, contra o autoritarismo, a favor da justiça”.

 

Sendo que os problemas dos professores continuam a ser os mesmos, desde subsídios pela não redução de carga horária, atrasos nas progressões e reclassificações, e problemas do estatuto, o Sindprof tem agendado um debate na sexta-feira, 20, à volta destas questões, mas com enfoque no estatuto do pessoal docente de 2015, para assinalar o dia do professor.

 

“Há uma parte do estatuto que tem prejudicado o desempenho do professor, então nesse encontro vamos ter uma conversa com várias entidades (…) para ver como colmatar os problemas que o estatuto de 2015 tem trazido aos professores”, indicou.

 

O Sindprof prevê ainda apoiar as crianças internadas na pediatria, do Hospital Agostinho Neto, através do projecto “levar a escola ao hospital” no sentido de levar informações a essas crianças que não podem ir as escolas.

 

SAPO c/ Inforpress

 

16 de abril

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