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Uni-CV promete programas de formação e capacitação dos profissionais da aeronáutica e aviação civil

A reitora da Uni-CV admitiu que as licenciaturas solicitadas pelo AAC serão prioridades para os próximos projetos da universidade.

A reitora da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) prometeu ontem, dia 5, desenvolver programas e projetos no domínio da aeronáutica e aviação civil para “satisfazer as necessidades” da AAC quanto à formação e capacitação dos seus profissionais.

 

Judite Nascimento deu a garantia quando falava, na manhã de ontem, dia 5, na Cidade da Praia, no ato da assinatura do protocolo de parceria com a Agência de Aviação Civil (AAC) e cujo objetivo foi estabelecer os termos e condições que passam a reger as relações institucionais de cooperação, intercâmbio e colaboração entre as duas instituições.

 

“Neste momento queremos começar a desenvolver programas no domínio da aeronáutica e aviação civil, visto que o setor dos transportes é um pilar importante no plano estratégico do desenvolvimento do país”, disse.

 

A reitora da Uni-CV, que defendeu tratar-se de um momento impar entre a universidade e a AAC, manifestou a disponibilidade da sua equipa em intervir nas várias áreas de licenciatura solicitadas pela agência, bem como no domínio da investigação e pós-graduação.

 

Perante esta ação, admitiu que as licenciaturas solicitadas pelo AAC serão prioridades para os próximos projetos da Uni-CV, por constituir “mais um marco” na história da universidade.

 

“A Uni-CV tem vindo a trabalhar com 41 licenciaturas em diferentes áreas e nenhuma delas refere-se à aviação civil e aeronáutica, apesar de termos constatado tal situação”, concretizou Nascimento, para quem “o problema” é que a universidade pública priorizou licenciaturas sempre em função do que eram os “grandes desafios” da instituição nos primeiros 12 anos de existência.

 

Por sua vez, o presidente do conselho da administração da AAC, João Monteiro, considerou o ato como um “grande marco”, que irá contribuir para formação, qualificação e desenvolvimento técnico dos profissionais da instituição de aviação.

 

“As cláusulas do protocolo ora assinado refletem um conjunto de áreas de interesse mutuo, pelo que estar próximo da Uni-CV é para nós estar mais próximos dos círculos de saber e de conhecimento”, assegurou.

 

Ainda segundo a mesma fonte, com este protocolo a AAC está no “trilho certo”, sobretudo, no que diz respeito ao alinhamento com as orientações internacionais da comunidade de aviação global, no que tange ao desenvolvimento da indústria aeronáutica e seus profissionais.

 

A aviação, sublinhou, representa uma atividade de “permanente aprendizagem e constante pesquisas”, tendo em conta os “constates desafios” que lhes são impostos, tanto pela evolução da técnica e tecnologia, mas principalmente pelo grau de exigência do utilizador quanto ao conforto e segurança das viagens aéreas.

 

Lembrou, o programa da organização de Aviação Civil Internacional caracteriza-se por imprimir um rumo diferente a formação e qualificação, e incentiva os seus estados membros a promoverem o conhecimento dos profissionais da aeronáutica.

 

Estes conhecimentos, frisou, devem ser feitos não somente nas valências técnicas, mas também na ampliação dos conhecimentos e sua integração, um conjunto que proporciona “complementaridade das competências humanas” às naturezas técnico-operacional.

 

E porque a disciplina “fator humano” na aviação acompanha transversalmente a formação e qualificação técnica dos profissionais de aviação, adiantou que algumas medidas estão sendo tomadas pela Organização Internacional da Aviação Civil, assim como incentivos aos estados visando a promoção, a nível nacional, de centros nacionais de certificados através da “metodologia treine e treine plus”.

 

“A pesquisa passou a representar um, fator preponderante para o desenvolvimento da indústria área, e este é um caminho que Cabo Verde precisa começar a criar enquanto país com cultura aeronáutica consolidada e reconhecida internacional”, afirmou.

 

Por isso, disse esperar com este gesto estar a lançar “a pedra de base” para alicerçar o arrancar do despertar nacional para formação interna de um “tão nobre leque” de profissões, como engenheiros aeronáuticos, pilotos, técnicos de segurança aérea, pessoal de cabine, entre outros.

 

A assinatura do protocolo entre a Uni-CV e a AAC abrange áreas de cooperação no domínio da investigação, formação contínua em línguas e realização de cursos de especialização, mestrados ou pós-graduação, desenvolvimento de projetos conjuntos, promoção de eventos científicos, entre outros.

 

SAPO/Inforpress

6 de novembro de 2018

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