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Uni-Piaget cria regulamento para creditação de competências baseada na experiência profissional

A Universidade Jean Piaget (Uni-Piaget) já tem disponível o regulamento para a creditação de competências, modulo que permite o reconhecimento da experiência profissional, através de créditos académicos, nos cursos profissionalizantes.

Em entrevista à Inforpress, o reitor da Uni-Piaget, Wlodzimierz Szymaniak, informou que a Lei de Base do Sistema Educativo cabo-verdiano (art. 35, alínea e.), permite a valorização de competências, apontando o módulo como benefício a todos aqueles que tenham longos anos de experiência e que nunca frequentaram o Ensino Superior.

 

“Estamos a viver na sociedade de conhecimento, portanto, as pessoas, na sociedade moderna, para sermos competitivos, temos de estudar toda a vida. Em Cabo Verde há um pequeno desequilíbrio, a geração com menos de 35 anos tinha possibilidade de fazer um curso superior no próprio país”, explicou, contrapondo que as pessoas com mais de 40 anos já não tinham essa mesma possibilidade.

 

A creditação de competências tem como objectivo a inclusão no Ensino Superior de pessoas maiores de 25 anos, possibilitando o reconhecimento da experiência profissional, através dos créditos académicos nos cursos profissionalizantes e de pós-graduação.

 

“O reconhecimento de competências é compatível com o acesso de indivíduos maiores de 25 anos, com uma prova especial de aptidão sem posse de habilitação de acesso ao Ensino Superior”, sustentou.

 

Wlodzimierz Szymaniak disse que para a candidatura é necessário realizar a inscrição, apresentando os documentos comprovativos dos anos de trabalho, como os certificados, contractos, certidões, entre outros, dirigidos directamente à reitoria da universidade.

 

A valorização de competências, apesar constar no Lei de Base do Sistema Educativo cabo-verdiano, não indica como deve ser feito o processo e, nesta linha, o reitor da UNI-Piaget criou o regulamento de reconhecimento, enquadramento que já foi aprovado pelo Ministério da Educação.

 

“Baseei-me na Convenção de Bolonha (processo iniciado para facilitar o intercâmbio de graduados e adaptar o conteúdo dos estudos universitários às procuras sociais), apresentei a proposta ao ministério, que não se opôs, dado que está na lei. Cabe, entretanto, a cada instituição de Ensino Superior adaptar a legislação, dentro da sua autonomia.

 

No processo de creditação de competências, os candidatos serão submetidos a uma análise curricular, entrevista e provas específicas.

 

Por outro lado, recebem um crédito de equivalência, que podem servir para as unidades curriculares do curso pretendido.

 

@SAPO C/Inforpress

07.08.2018

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