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Vistos para estudantes: AMP satisfeita com a Embaixada de Portugal em Cabo Verde

Segundo o presidente da Associação Maense em Portugal , a AMP acredita que "embaixada melhorou a sua forma de trabalho".

A Associação Maense em Portugal (AMP) está “satisfeita” com a forma como a Embaixada de Portugal em Cabo Verde tem lidado com a questão de vistos para estudantes, disse hoje o seu presidente, Frederico (Lito) Spencer.

 

“A embaixada melhorou a sua forma de trabalho, os resultados estão sendo melhores. Todo o processo está mais satisfatório”, disse assim em declarações à Inforpress Lito Spencer, quando instado a comentar sobre a questão de vistos para estudantes que querem ir estudar em Portugal.

 

Refira-se que a AMP tem, nos últimos anos, conseguido, através de protocolos com instituições de ensino portugueses, vagas para alunos naturais do maio e de outras ilhas de Cabo Verde.

 

No ano passado a AMP mostrou indignação com a embaixada lusa na cidade da Praia, pela forma como estava a lidar com os processos de atribuição de vistos para os estudantes. Não concordaram com a “recusa excessiva” de vistos, com as justificativas de insuficiência de meios de subsistência e riscos de imigração.

 

Entretanto, graças à alteração da Lei de Imigrantes em Portugal, disse Lito Spencer que tem havido “maior celeridade” nas respostas.

 

“Mudaram o sistema de comunicação com os jovens, evitando concentrações de pessoas à porta da embaixada, uma vez que a comunicação tem sido feita através de e-mail. Não estão a recusar visto logo à primeira. Se faltar algum documento ou qualquer coisa, mandam uma notificação para que as pessoas possam levar”, acrescentou a mesma fonte reforçando que a AMP está, neste momento, “satisfeita” com o atual desempenho da Embaixada de Portugal em Cabo Verde.

 

Este ano, disse Lito Spencer, a AMP aceitou cerca de 200 candidaturas, embora tenha havido “muito mais” candidatos.

 

“Nós também adaptámos de acordo com as exigências da embaixada. Não fazia sentido aceitarmos um aluno com média de 10 quando sabemos que a média mínima exigida pela embaixada é 12”, frisou.

 

O governo português simplificou, desde o início de outubro, a entrada naquele país dos estudantes e pequenos empresários, sobretudo de países de língua oficial portuguesa, de acordo com as alterações à Lei dos Estrangeiro.

 

Os estudantes estrangeiros são os grandes beneficiados desta alteração. Deixaram de ser necessárias tantas visitas ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) para os estudantes que, de forma sazonal, ou a longo prazo, queiram fazer a formação em Portugal.

 

Aqueles que pretendem frequentar o ensino profissional, os que querem estar em Portugal por um semestre, ou todos os oriundos dos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), passam a ter menos burocracia que os restantes imigrantes.

 

É também dispensada, em alguns casos, a obrigatória entrevista no consulado de Portugal no país de origem do imigrante.

 

11 de outubro de 2018

 

SAPO/ Inforpress

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